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"Conduzamos a nossa mensagem de paz e amor a quantos nos partilhem a estrada do dia-a-dia." - Bezerra de Menezes

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domingo, 16 de setembro de 2018

O CAMINHO

“Eu sou o caminho...”  Jesus (João, 14:6) 

Há muita gente acreditando, ainda, na Terra, que o Cristianismo seja uma panacéia como tantas para a salvação das almas. 

Para essa casta de crentes, a vida humana é um processo de gozar o possível no corpo de carne, reservando­-se a luz da fé para as ocasiões de sofrimento  irremediável. 

Há decadência na carne? Procura­-se o aconchego dos templos. 

Veio a morte de pessoas amadas? Ouve­-se uma ou  outra pregação  que auxilie a descida de lágrimas momentâneas. 

Há desastres? Dobram-­se os joelhos, por alguns minutos, e aguarda­-se a intervenção celeste. 

Usa-se a oração, em momentos excepcionais, à maneira de pomada miraculosa, somente aconselhável à pele, em ocasiões de ferimento grave. 

A maioria dos estudantes do Evangelho parecem esquecer que o Senhor se nos revelou como sendo o caminho... 

Não se compreende estrada sem proveito. 

Abraçar o Cristianismo é avançar para a vida melhor. 

Aceitar a tutela de Jesus e marchar, em companhia d’Ele, é aprender  sempre e servir diariamente, com renovação incessante para o bem infinito, porque o  trabalho construtivo, em todos os momentos da vida, é a jornada sublime da alma, no rumo do conhecimento e da virtude, da experiência e da elevação. 

Zonas sem estradas que lhes intensifiquem o serviço e o  transporte são  regiões de economia paralítica. 

Cristãos que não aproveitam o caminho do Senhor para alcançarem a legítima prosperidade espiritual são criaturas voluntariamente condenadas à estagnação.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 15 de setembro de 2018

AOS DISCÍPULOS

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.”  —  Paulo (I Coríntios, 1:23) 

A  vida  moderna,  com  suas  realidades  brilhantes,  vai  ensinando  às  comunidades  religiosas  do  Cristianismo  que  pregar  é  revelar  a  grandeza  dos  princípios de Jesus nas próprias ações diárias.

O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos  correspondentes à elevação da palavra, expõe­-se, cada vez mais, ao ridículo e à  negação.  

Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas.  

E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de  palácios  egoísticos  à  base  do  magnetismo  pessoal  e  psicólogos  que  ensinam  publicamente a sutil exploração das massas.  

É nesse quadro obscuro do desenvolvimento intelectual da Terra que os  aprendizes do Cristo são expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade,  revelando em suas obras isoladas a experiência divina d’Aquele que preferiu a  crucificação ao pacto com o mal.

Novos discípulos, por isso, vão surgindo, além do sacerdócio organizado.  Irmãos  dos  sofredores,  dos  simples,  dos  necessitados,  os  espiritistas  cristãos  encontram obstáculos terríveis na cultura intoxicada do século e no espírito utilitário  das idéias comodistas.  

Há quase dois mil anos, Paulo de Tarso aludia ao escândalo que a atitude  dos  aprendizes  espalhava  entre  os  judeus  e  à  falsa  impressão  de  loucura  que  despertava nos ânimos dos gregos.  

Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao  Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos  intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do início. Entre eles surge o  continuador do Mestre, transmitindo­-lhe o ensinamento com o verbo santificado  pelas ações testemunhais.  

Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.  

O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.  

O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução  envenenada demorar-se­-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo,  seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O TRABALHADOR DIVINO

“Ele tem a pá na sua mão; limpará a sua eira a ajutará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com o fogo que nunca se apaga.”  —  João Batista (Lucas, 3:17) 

Apóstolos  e seguidores do Cristo, desde as  organizações primitivas do  movimento evangélico, designaram­-no através de nomes diversos.

Jesus foi chamado o Mestre, o Pastor, o Messias, o Salvador, o Príncipe da  Paz; todos esses títulos são justos e veneráveis; entretanto, não podemos esquecer,  ao lado dessas evocações sublimes, aquela inesperada apresentação do Batista. O  Precursor designa-­o por trabalhador atento que tem a pá nas mãos, que limpará o  chão duro e inculto, que recolherá o trigo na ocasião adequada e que purificará os  detritos com a chama da justiça e do amor que nunca se apaga.

Interessante notar que João não apresenta o Senhor empunhando leis, cheio  de  ordenações  e  pergaminhos,  nem  se  refere  a  Ele,  de  acordo  com  as  velhas  tradições  judaicas, que aguardavam o Divino Mensageiro num carro de glórias  magnificentes.  Refere­-se ao  trabalhador  abnegado  e  otimista.  A  pá rústica não  descansa ao seu lado, mas permanece vigilante em suas mãos e em seu espírito reina  a esperança de limpar a terra que lhe foi confiada às salvadoras diretrizes.  Todos vós que viveis empenhados nos serviços terrestres, por uma era melhor,  mantende aceso no coração o devotamento à causa do Evangelho do Cristo. Não nos  cerceiem dificuldades ou ingratidões. Desdobremos nossas atividades sob o precioso  estímulo da fé, porque conosco vai à frente, abençoando-­nos a humilde cooperação,  aquele trabalhador divino que limpará a eira do mundo.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Pão Nosso'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 1 de setembro de 2018

CONFORME O AMOR

“Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem o Cristo morreu.”  Paulo (Romanos, 14:15)

Preconceitos dogmáticos fazem vítimas, em todos os tempos, e os herdeiros  do Cristianismo não faltaram nesse concerto de incompreensão.

Ainda  hoje,  os  processos  sectários,  embora  menos  rigorosos  nas  manifestações, continuam ferindo corações e menosprezando  sentimentos.

Noutra época, os discípulos procedentes do Judaísmo provocavam violentos  atritos,  em  face  das  tradições  referentes  à  comida  impura;  agora não  temos  o  problema  das  carnes  sacrificadas  no  Templo;  entretanto,  novos  formalismos  religiosos substituíram os velhos motivos de polêmica e discordância.

Há sacerdotes que só se sentem missionários em celebrando os ofícios que  lhes competem e crentes que não entendem a meditação e o serviço espiritualizante  senão em horas domingueiras, com a prece em exclusiva atitude corporal. 

O discípulo que já conseguiu sobrepor­se a semelhantes barreiras deve  cooperar em silêncio para estender os benefícios de sua vitória.

Constituiria absurdo transpor o obstáculo e continuar, deliberadamente, nas  demonstrações puramente convencionalistas, mas seria também ausência de caridade  atirar  impropérios  aos  pobres  irmãos  que  ainda  se  encontram  em  angustiosos  conflitos mentais por encontrarem a si mesmo, dentro da idéia augusta de Deus.  Quando reparares algum amigo prisioneiro dessas ilusões, recorda que o Mestre foi  igualmente à cruz por causa dele. Situa a bondade à frente da análise e a tua  observação será construtiva e santificante. Toda vez que houver compreensão no  cântaro de tua alma, encontrarás infinitos recursos para auxiliar, amar e servir. 

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Pão Nosso'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

DIREITO SAGRADO

“ Porque e vós foi concedido, em relação ao Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.”  Paulo (Filipenses, 1:29) 

Cooperar  pessoalmente  com  os  administradores  humanos,  em  sentido  direto,  sempre  constitui  objeto  da  ambição  dos  servidores  dessa  ou  daquela  organização terrestre.

Ato invariável de confiança, a partilha da responsabilidade, entre o superior  que sabe determinar e fazer justiça e o subordinado que sabe servir, institui a base de  harmonia para a ação diária, realização essa que todas as instituições procuram  atingir. Muitos discípulos do Cristianismo parecem ignorar que, em relação a Jesus,  a reciprocidade é a mesma, elevada ao grau máximo, no terreno da fidelidade e da  compreensão.

Mais  entendimento  do  programa  divino  significa  maior  expressão  de  testemunho individual nos serviços do Mestre.

Competência dilatada– deveres crescidos.

Mais luz–mais visão. 

Muitos  homens,  naturalmente  aproveitáveis  em  certas  características  intelectuais, mas ainda enfermos da mente, desejariam aceitar o Salvador e crer  n’Ele, mas não conseguem, de pronto, semelhante edificação íntima. Em vista da  ignorância que não removem e dos caprichos que acariciam, falta­-lhes a integração  no direito de sentir as verdades de Jesus, o que somente conseguirão quando se  reajustem, o que se faz indispensável.

Todavia, o discípulo admitido aos benefícios da crença, foi considerado  digno de conviver espiritualmente com o Mestre.

Entre ele e o Senhor já existe a partilha da confiança e da responsabilidade.

Contudo,  enquanto  perseveram  as  alegrias  de  Belém  e  as  glórias  de  Cafarnaum, o trabalho da fé se desdobra maravilhoso, mas, em sobrevindo a divisão  das angústias da cruz, muitos aprendizes fogem receando o sofrimento e revelando­-se indignos da escolha. Os que assim procedem, categorizam­-se à conta de loucos,  porquanto,  subtrair­-se  à  colaboração  com  o  Cristo,  é  menosprezar  um  direito  sagrado.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Pão Nosso'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

GLÓRIA CRISTÃ

“Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, capítulo 1, versículo 12.) 

Desde as tribos selvagens, que precederam a organização das famílias humanas, tem sido a Terra grande palco utilizado na exibição das glórias passageiras.

A concorrência intensificou a procura de titulos honorificos transitórios.

O mundo desde muito conhece glórias sangrentas da luta homicida, glórias da avareza nos cofres da fortuna morta, do orgulho nos pergaminhos brasanados e inúteis, da vaidade nos prazeres mentirosos que precedem o sepulcro; a ciência cristaliza as que lhe dizem respeito nas academias isoladas; as religiões sectaristas nas pompas externas e nas expressões do proselitismo. 

Num plano onde campeiam tantas glórias fáceis, a do cristão é mais profunda, mais difícil. A vitória do seguidor de Jesus é quase sempre no lado inverso dos triunfos mundanos. É o lado oculto. Raros conseguem vê-lo com olhos mortais.

Entretanto, essa glória é tão grande que o mundo não a proporciona, nem pode subtraí-la. É o testemunho da consciência própria, transformada em tabernáculo do Cristo vivo.

No instante divino dessa glorificação, deslumbra-se a alma ante as perspectivas do Infinito. É que algo de estranho aconteceu aí dentro, na cripta misteriosa do coração: o filho achou seu Pai em plena eternidade. 

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Caminho, Verdade e Vida.' Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

EMBAIXADORES DO CRISTO

“De sorte que somos embaixadores da parte do Cristo.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, capítulo 5, versículo 20.)

Na catalogação dos valores sociais, todo homem de trabalho honesto é portador de determinada delegação.

Se os políticos e administradores guardam responsabilidades do Estado, os operários recebem encargos naturais das oficinas a que emprestam seus esforços.

Cada homem de bem é mensageiro do centro de realizações onde atende ao movimento da vida, em atividade enobrecedora.

As ruas estão cheias de emissários das repartições, das fábricas, dos institutos, dos órgãos de fiscalização, produção, amparo e ensino, cujos interesses conjugados operam a composição da harmonia social.

É necessário, contudo, não esquecermos que os valores da vida eterna não permaneceriam no mundo sem representantes.

Cristo possui embaixadores permanentes em seus discípulos sinceros.

Importa considerar que na presente afirmativa de Paulo de Tarso não vemos alusão ao sacerdócio presunçoso.

Todos os colaboradores leais de Jesus, em qualquer situação da vida e no lugar mais longínquo da Terra, são conhecidos na sede espiritual dos serviços divinos. É com eles, cooperadores devotados e muita vez desconhecidos dos beneficiários do mundo, que se movimenta o Mestre, cada dia, estendendo o Evangelho aplicado entre as criaturas terrestres, até à vitória final.

Entendendo esta verdade, consulta as próprias tendências, atos e pensamentos. Repara a quem serves, porque, se já recebeste a Boa Nova da Redenção, é tempo de te tornares embaixador de sua luz.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Caminho, Verdade e Vida', Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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